dezembro 18, 2009

A mãe do ser

Elas costumam chorar, quando suas lágrimas molham o travesseiro, elas costumam chorar quando sua alegria e suas lágrimas, ultrapassam o céu. Elas costumam brigar, mandar, brincar, sorrir, comemorar, amar, de todo o coração elas amam. E elas estão sempre ali, guardada em um canto, como se fosse um brinquedo, que sempre que a gente quer, a gente pega, com a grande diferença, de ser quem é, e do carinho, e do apego, e do amor que a gente tem por elas. Elas costumam ficar ali, de cantinho, nos observando, sem poder fazer muita coisa, por que elas tem que nos deixar no mundo, e viver nossas vidas, para nos tornarmos adultos como elas. E elas ficam lá, envelhecendo, se decepcionando, sempre que a gente faz alguma merda, ou se orgulhando, cada vez que batalhamos e ganhamos. E tudo isso fica marcado naquele coração enorme que elas têm. Por que na verdade, ela não é só que nos deu a vida... ela é a melhor amiga, o melhor ouvinte, o melhor grilo falante, ela é a melhor, sempre a melhor. E sempre respeitão nossas decisões mesmo que achem que esta errado; ela é mãe, e ela ama com uma intensidade que é de um outro universo, ela ama muito. E o coração sofre, explode, como bomba quando a gente sofre, quando a gente morre, quando a gente vai embora.

- e o meu coração, pede você a qualquer minuto do meu dia, sempre, sempre. você é mãe, mas eu sou filha, e tenho direito de te mereçer, tenho direito de saber, de preocupar, de te ter, pra sempre. não te largo, em nenhuma circunstância, saiba que você pode ser a mãe, a amiga, a melhor, mas eu estárei aqui, sob qualquer motivo. Mãe;

o veneno


Ela fica tentando me fazer cansar, tentando... ela tenta me tirar do sério, mas ela não sabe, que do veneno que eu tomo, do veneno que eu possuo, ela nunca provou.
Ela fica achando que é mais forte que eu, que tem mais poder, que é mais amada.
Eu docemente gentil, ao ignora-lá, com uma dose a mais, de sutileza, e ela continua provocando, achando que o namorado dela, realmente a ama. Ela ainda não aprendeu todos os truques, todos os macetes da vida. Ela não sabe de nada, e do meu veneno, ela não faz idéia. Está formando uma teia, em que ela mesma, vai se prender. E quando ela ver que tudo aquilo que ela acreditava era ilusão. AAAAAAAAAAAAAAAAAAAH, eu vou estar lá, sendo sua fada madrinha, e ajudando-a a retomar o caminho perdido, o caminho obscuro, que ela escolheu por opção, e quando ela ver, que a fada madrinha, não passa de madrasta má. Estarei eu lá novamente, só pra entregar mais uma vez, a minha dose perigosa de veneno.

dezembro 16, 2009

retomando o adeus



só o que eu sei, é que eu não quero estar lá quando estiver se acabando.
eu sei o que eu vi, eu sei o que eu ouvi, eu sei o que eu falei...
eu gritava, chorava, me debatia, eu gritava, e ninguém me ouvia, como se eu fosse invisivel, mas eu estava lá, eu estava lá todos os dias da minha vida, protegendo, e cuidando, de algo que não era meu, de algo que nunca foi meu. e quando acabar, eles irão ver que tinha alguém ali, que sempre avisou, sempre cuidou, sempre olhou. e eu sei que vai acabar, pois nada dura para sempre, não dura verdadeiramente. eu fui feita para dizer adeus, me desculpe. tudo vai desmoronar, e eu já não estarei mais lá para lhe salvar.
elas correm para o banheiro retocar a maquiagem, só para conquistar o mesmo cara, e nenhuma delas sabem, disso.
nenhuma delas sabe que é mais um jogo, em que só uma pode vencer. ou que as duas podem vencer.



ela alisa o seu cabelo, e veste a roupa mais brilhante que tem no armário, tira o peso de sua vida de patricinha, e as preocupações banais de seus pais, coloca seu salto agulha, e vai para o lugar mais badalado que encontrar, entra em contato com suas amigas, mais metidas, e mais patricinhas que ela, e se juntam à procura de um homem, para saciar a sede.


ela prende o seu cabelo em um rabo de cavalo barato, enquanto suas amigas insistem e lhe maquiar, insistem em lhe arrumar, insistem, insistem, e no momento, tudo o que ela mais queria, era ficar sozinha novamente, muita coisa com o que se preocupar, ela não queria sair.
ela só queria se divertir, mas nada que uma lata de leite condensado não resolvesse.

e elas acabaram aqui...

em um banheiro sujo, para retocar a maquiagem borrada, dois mundos, reunidos em uma só noite, para fazer exatamente a mesma coisa. para competir só mais um cara, só mais um.
e no final, ele não ficou com nenhuma delas, a namorada dele estava ali mais adiante, observando.
- as mulheres insistem em jogar, por um mesmo homem, mas de que vale?
no final da noite, com qual ele fica?

dezembro 13, 2009

ó negativo



- tem algo errado, algo muito errado.
- não tem nada de errado, você está muito estranha, o que aconteceu?
- eu não sei o que aconteceu, mais tem algo errado, você não é assim, eu te conheço. eu preciso de uma explicação, é meu direito. eu quero o saber o que você quer. se explica, por que isso não é de você.

Silencio, silencio.
ele chega numa tarde de domingo com seu perfume forte, com cheiro de homem. ele simplismente chega. e sem querer o coração pula, chuta, chora, grita forte, sorri, e para, ele simplismente para.
a garoa fria batendo, fazendo o frio nos esquentar mais e mais. e ele me encanta, me encontra, me beija, me encanta novamente. eu resisto, coração grita, clama, chora. manda embora.
e ele vai, ele simplismente vai embora, de novo, e de novo, e de novo.

"Eu sei que vou me arrepender quando o dia clarear, mais eu não poderia perder a chance de dizer adeus."